Projeto para verba que pagará policiais gera polêmica e não é votado
Welington Sabino, repórter do GD
O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) tentou, mais uma vez, aprovar um projeto de lei em regime de urgência sem que os vereadores, segundo os próprios parlamentares, tivessem conhecimento do teor do texto. A medida gerou várias críticas e acirrou os ânimos entre a base governista e a oposição durante a sessão desta quinta-feira (10). Ao final, o projeto que dispõe sobre a criação de uma verba indenizatória para pagar os policiais militares que vão trabalhar na Secretaria Municipal de Apoio à Segurança Pública, foi retirado da pauta.
A mensagem foi enviada ao Legislativo na tarde desta quarta-feira (9) e foi inserida na pauta de votação desta quinta. Nenhum dos vereadores chegou a receber cópia do projeto para analisar o teor do texto. O Gazeta Digital procurou alguns parlamentares para ter acesso ao projeto e recebeu a informação de que eles não tinham recebido nenhuma cópia da mensagem número 41 que deu origem ao processo número 291/2014. O projeto também não está disponível ainda na versão digital, no site da Câmara. Por enquanto a única cópia encontra-se na Secretaria de Apoio Legislativo da Casa.
Mesmo assim, alguns vereadores que integram a base governista fizeram discursos na tribuna defendendo que o projeto fosse colocado para votação na fase de parecer, pois disseram estar preparados para votar. Por outro lado, Maurélio Ribeiro (PSDB) foi um dos que se posicionaram contra. Em seu discurso, disse que não se trata de ser oposição ou situação, mas sim de aprovar projetos que sejam de interesse do município. “Não podemos criar aberrações administrativas”, enfatizou o tucano ressaltando que no ano passado votou favorável ao projeto da criação da secretaria porque é um anseio da população. Ressaltou, porém, que para fazê-la funcionar não vão aprovar um projeto ser ter conhecimento do que estão votando.
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