- Luciano Esteves Correa Costa
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Governo do Estado erra, na hora de pagar horas extras a PMs que atuaram na Operação Impacto. Assoade vai à Justiça
Governo do Estado erra, na hora de pagar horas extras a PMs que atuaram na Operação Impacto. Assoade vai à Justiça
Nas ruas, a parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a Secretaria de Estado de Gestão (Seges) e os quase setecentos Policiais Militares que se dispuseram a cumprir horas extras de trabalho e atuar na chamada Operação Impacto, de prevenção à criminalidade, implementada pelo Governo Pedro Taques, apresentou excelentes resultados. Os números da criminalidade foram reduzidos. A satisfação da população com a atuação policial é crescente. Nossos PMs mostraram, mais uma vez, que são profissionais competentes.
O problema está recompensa que os PMs esperavam receber da administração do governador Pedro Taques por esta atuação. Uma recompensa que não veio corretamente, decepcionando a tropa. É que o pagamento desta jornada extraordinária (novo nome dado à antiga “jornada voluntária”) foi calculado pelo Governo com base nas regras da Lei Complementar 231, que foi extinta e substituída pela Lei Complementar 555 mas que, estranhamente, parece que continua valendo.
A jornada extraordinária é um benefício previsto na legislação militar (Lei Complementar nº 555, de 29 de dezembro de 2014) para que os policiais possam ser empregados nas ruas durante o seu período de descanso da escala de trabalho. Na jornada extraordinária o policial pode trabalhar no horário limitado de seis horas.
Pelo que decidiu a administração do Sr. Pedro Taques, a hora extra, na Operação Impacto, que deveria valer R$ 69, 52 (sessenta e nove reais e cinquenta e dois centavos) para os oficiais; R$ 42,56 (quarenta e dois reais e cinquenta e seis centavos) para subtenentes e sargentos e R$ 31,16 (trinta e um reais e dezesseis centavos) para cabos e soldados foi calculada, de forma uniforme, para todo mundo, na base de R$ 20, 45 (vinte reais e quarenta e cinco centavos), o que, naturalmente, gerou uma grande insatisfação nos servidores militares que se esforçaram para contribuir com a administração estadual diante do desafio crescente que é a violência urbana em nosso Estado.
Como a portaria que determina o pagamento já foi publicada pelo Governo do Estado, a Assoade estará impetrando a devida ação judicial para garantir que seja feita uma imediata correção nas quantias pagas, que devem atender à norma legal vigente e não aos estranhos interesses dos burocratas da atual gestão.
Observe-se que, em torno da Operação Impacto, o Governo do Estado gerou toda uma propaganda difundida na sociedade quanto aos seus bons propósitos de atuação, notadamente no que se refere à prevenção dos crimes de homicídio e roubo nas zonas quentes de criminalidade mapeadas pela inteligência da Secretaria de Segurança Pública.



No sábado, 31 de outubro, a Assoade foi agraciada com o Prêmio Qualidade Brasil – PQB/2015, por ter se destacado, nos últimos anos, na defesa dos direitos de seus representados. O jantar de gala aconteceu no CENARIUM RURAL, em uma noitada que movimentou o Centro Político Administrativo da capital. Esse prêmio é conferido às pessoas físicas e jurídicas que se destacam em sua área de atuação, de reconhecimento internacional tem sua sede estabelecida na Itália, com representações em mais de 21 países.
Nesta quinta-feira, 29 de outubro, os presidentes das Associações representativas dos Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso – a saber, Assoade, ACS e ASSOF, juntamente com o Deputado Estadual Coronel Taborelli – participaram de rodada de negociação com o secretário chefe da Casa Civil do Governo do Estado, o advogado Paulo Taques. Na pauta, foram debatidas três questões para as quais, resumidamente, foram definidos os seguintes encaminhamentos:
Policiais e Bombeiros insatisfeitos com tratamento recebido na secretária de Segurança Pública realizaram na tarde desta quarta-feira (28/10) uma caminhada com 800 manifestantes da Praça das Bandeiras até o Palácio do Governo.
Na semana que passou, nós policiais e bombeiros militares do Estado de Mato Grosso fomos surpreendidos com a publicação do decreto n. 304 de 21/10/2015, também conhecido como “decreto da fome”.